Quando o Branco Substitui o Azul

14:58


Olá meus amados leitores e pessoas que nunca haviam lido o que escrevo. Sentem e tirem o sapato porque estou com vontade de escrever, então terão muito pra ler.
Eu recebi mensagens muito bonitas sobre o último post, obrigada, sério, vocês foram minha companhia em dias ainda difíceis, pois, como disse lá, eu não tinha ninguém pra conversar e fiquei lendo e relendo os comentários (ainda estou fazendo isso, porque ainda não passou) e sentindo que faço parte de algo, como sempre sinto quando vocês comentam e quando leio o blog de vocês.
Um dos comentários, o da Beatriz, disse-me que se eu escrevesse sobre a cor do céu, vocês iam querer ler, pois o mundo do blog sempre estará aberto a mim. E, bom, não sei se já comentei ou vocês já perceberam. mas sou escritora. Eu tenho compulsão por escrever e consigo escrever sobre qualquer coisa. Então falaremos sobre o céu, que no momento está cinza, como esteve o feriado inteiro. É engraçado como ele as vezes fica azul de repente e depois volta ao branco como a música da Amy "Back to Black" só que com branco (as vezes cinza). Eu sempre me sinto o céu. Infinito até onde se possa ver, inalcançável como a maioria das coisas que sonho ou amo. É incrível quando ele também se sente um pouco como eu e as vezes reflete meu humor, gosto disso, me sinto ligada à algo.
Sempre que eu vejo um céu nublado lembro de uma história. Um amigo meu estava conversando comigo por mensagem uma noite e eu perguntei o que ele estava fazendo. "olhando o céu" ele respondeu, como se fosse a coisa mais natural de se fazer às 9 da noite (e, na verdade, é mesmo) "e como ele está?" eu respondi, "nublado". Eu sempre pensei que ele não estava falando apenas do céu e que ele estava frustrado por não poder ver estrelas não só lá fora, mas dentro de si mesmo. Agora não posso mais perguntar. Depois daquele dia, toda noite eu saio e olho o céu e sempre que não há estrelas eu peço pra que pelo menos uma apareça. Antes era para que ele também visse, agora é para que eu saiba que ele ainda lembra daquilo, que ele ainda está perto de mim. As vezes elas realmente aparecem, o que é fantástico.
Não, não é a história mais emocionante da face da Terra, mas é uma história real e gosto de histórias reais com ar poético. Elas fazem parecer que a vida não perdeu essa essência. Mas será que tem como perder? O mundo anda cheio de pessoas poéticas e malucas que expõem isso por toda parte, olha você aí. Se ainda está lendo isso é porque é poético ou tem uma paciência incrível, eu nem escrevi em verso, nem quis que fosse um texto poético. Só queria falar e saiu um pouco sentimental e você leu e (espero que sim) se sentiu um pouco mais sentimental também.
Ainda está tudo branco e levemente acinzentado, as minhas cores preferidas para um céu que não está com o sol nascendo nem se pondo. Um livro que li dizia que o céu estava em todo lugar, até no chão. É engraçado pensar assim, mas quando pulamos, estamos no meio do céu. Talvez não literalmente no meio, mas temos o céu nos rodeando por todos os lados e não precisamos voar para isso. Porém, essa frase não quer dizer apenas isso, ela quer dizer que se você olhar direito, verá um infinito em tudo, até em si mesmo. Verá rotas entre as nuvens e saídas, talvez até fugas. Basta apenas se esforçar para enxergar e mesmo que não esteja ao seu alcance, parecerá perto, assim como era quando você era criança e tentava tocar as nuvens.
Isso está parecendo um texto de auto-ajuda? Espero que não, mas tenho a impressão que sim. Bom, se estiver, esqueça isso, odeio auto-ajuda, é sempre tosco e colocam de forma poética todas as coisas óbvias para que você se sinta "digno de viver" ou "vencedor" por estar aqui. Não gente, me recuso a escrever um auto-ajuda. Mas adoro o céu e adoro quando ele está nublado, por mais metafórico que pareça ficar dizendo isso. Aliás, estou tentando não fazer comparações demais, para não virar uma crônica, pois não quero escrever meus textos aqui, quero que este blog seja mais sobre eu como pessoa e não sobre meus textos. Eles já ocupam espaço demais dentro de mim, não precisam tirar o minha identidade aqui fora.
Não sei se consigo falar mais e se ficou sequer bom este texto, mas cabe a vocês dizer.
Prometo, juro, garanto que nessa semana terá uma postagem super legal e interessante no blog.
Xoxo

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3 comentários

  1. Sabe que me identifiquei muito com a parte de odeio auto-ajuda hehehe
    Que linda a história sua e do seu amigo, me lembrou de quando eu morava em outra cidade e olhava o céu todos os dias e todas as noites, com o tempo perdi esse costume e seu texto me deu vontade resgatar isso :)
    Beijos
    BlogCarolNM
    FanPage

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  2. Que lindo! Contemplar a natureza deixa a vida mais bela!
    Beijos!

    http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/

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  3. Achei que era só eu que gostava tanto do céu, ele meio que dita meu humor, só que ao contrario de você o céu nublado não me trás felicidade, mas me deixa muito nostálgica, enfim amei o texto e já amo seu blog ♥
    lravilla.blogspot.com

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